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25/05/2009

De volta a ativa! Muito tempo sem posts, por falta de tempo. Mas agora eu acho que é definitivo. Qualquer poesia, comentário ou conto será postado assim que eu puder chegar até o blog. Agradeço a todos (as) que me acompanham desde o inicio.

 

"Sleeping Alone

When you can't hold on
You feel so alone
And the pain seems kill you inside
You try to resist
But you can't exist
So them you must decide

Will you kill yourself?
Will you try to die?
Will you run away?
Will you suicide?
You can make this choice
You can tell me why
But I know your voice
Will traid you tonight

Sing me to sleep
I can't do it alone
Help me to dream
I just can't do it no more
I just wanna run away
Like anything that can be free
Just give me a hand
And don't let me stay
Because I know I need to go
I must sleep alone

The last chance we can talk
Will you tell me what you want?
By the other hand I want to trust
In you, once again...

Sing me to sleep
I can't do it alone
Help me to dream
I just can't do it no more
I just wanna run away
Like anything that can be free
Just give me a hand
And don't let me stay
Because I know I need to go
I must sleep alone
I must sleep alone."

----------------------------

"Dormindo Sozinha -

Quando você não pode mais
Você se sente tão sozinha
E a dor parece matar você por dentro
Você tenta resistir
Mas não pode existir
Então você precisa decidir

Você vai tentar se matar?
Vai tentar morrer?
Vai tentar se suicidar?
Vai tentar correr?
Você pode escolher
Pode me dizer o porque
Mas eu sei que a sua voz
Vai te trair esta noite.

Cante para eu dormir
Eu não posso fazer isso sozinha
Me ajude a sonhar
Eu só não posso fazer isso sozinha
Eu só quero partir
Como qualquer coisa que pode ser livre
Só me dê uma mão
E não me deixe ficar
Porque eu sei que preciso partir
Eu preciso dormir sozinha.

A ultima chance de conversármos
Você me dirá o que quer?
Por outro lado eu quero confiar
Em você, novamente...

Cante para eu dormir
Eu não posso fazer isso sozinha
Me ajude a sonhar
Eu só não posso fazer isso sozinha
Eu só quero partir
Como qualquer coisa que pode ser livre
Só me dê uma mão
E não me deixe ficar
Porque eu sei que preciso partir
Eu preciso dormir sozinha."


Escrito por Bia Branco às 10h58
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02/02/2009

Meu aniversário hoje então...Me dêm uma folguinha ok?

Beijos.


Escrito por Bia Branco às 10h37
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26/01/2009

"Inverso -

Por tanto tempo
Vem sendo difícil para mim respirar
Eu não entendo
Algo me impede de me movimentar
Eu penso
Inverso
Nada disso faz sentido em nenhum lugar
Seja o que for
For o que seja
Eu não vou dessitir de lutar

Vou lutar nessa batalha interna
Vou marchar por entre as flores amarelas
Vou viver porque não sei como se faz
E é assim que eu vou tentar manter a paz

É apertado
Claustrofóbico
Hilário
É engraçado
Notório
Bizarro
Tem sido fácil
Inverso
Difícil
Tenho aguentado

Vou correr pelas montanhas inimigas
Vou protestar levando em conta as feridas
Que nós sofremos nessa guerra oprimida
Que nós sofremos nessa guerra oprimida

Vou viver livre após vencer a batalha
Pois não há nada que me prenda nessa tralha
Se há motivos para enfim dizer que não
Então eu acho que assim talvez já valha.

Por tanto tempo vem sendo difícil para mim respirar.
Por dias e dias vem sendo um desafio viver sem chorar
Batalhas diárias, em tempo integral,
Vão me matar
Tenho sido forte e venho tentando sempre me levantar.

Vou aguentar
Inverso
Vou aguentar
Vou aguentar
Inverso
Vou aguentar."

 

 

 

Um beijo a todos que lerem...Com carinho...

Beatriz.


Escrito por Bia Branco às 18h51
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04/01/2009

 

 

Primeira postagem do ano!

 

"Primeira Vez -

Não me enganei muito
Onde eu estava com a cabeça?
Como pude ser tão estupida
E não perceber quem eu era?
Eu acho que sei
Eu sei, eu sei...
Só tive medo de temer
Como se fosse a primeira vez
Como no jardim de infância
Você se lembra?

Quando contávamos os passos de nossos pais
E quando olhavamos para o chão na rua
Quando adivinhávamos as cores dos doces
Quando eu te amava tanto
E você era tão cego para perceber

Não me enganei muito
Onde eu estava com a cabeça?
Como pude ser tão estupida
E não perceber quem eu era?
Eu acho que sei
Eu sei, eu sei...
Só tive medo de temer
Como se fosse a primeira vez
Como no Fundamental
Você se lembra?

Quando você se mudou para mais perto de mim
E eu não pude evitar me juntar a você
Quando eu me mudei para mais longe de você
Sem ao menos poder me mudar

Não me enganei muito
Onde eu estava com a cabeça?
Como pude ser tão estupida
E não perceber quem eu era?
Eu acho que sei
Eu sei, eu sei...
Só tive medo de temer
Como se fosse a primeira vez
Como no Colegial
Você se lembra?

Quando estávamos sozinhos sem nos ver
E eu não atendia suas ligações
Quando você parou de ligar
Quando eu tentei me matar
Quando nada mais dava certo para nós dois
Quando era tarde demais para mim
E eu desisti
Quando você esteve ao meu lado
Quando você esteve...

Não me enganei muito
Onde eu estava com a cabeça?
Como pude ser tão estupida
E não perceber quem eu era?
Eu acho que sei
Eu sei, eu sei...
Só tive medo de temer
Como se fosse a primeira vez
Como no fim
Você se lembra?

Quando apertei meus lábios nos teus
Quando a dor era menor do que eu temia
Quando você segurou minhas mãos
Quando o sangue não foi suficiente
Quando partimos...
Quando foi a ultima vez
Você se lembra?"

 

Um beijo a todos que lerem...Com carinho

Feliz ano Novo

Beatriz.


Escrito por Bia Branco às 14h49
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20/12/2008

Hipocrisia

Mal tive tempo de pegar minhas coisas e colocá-las dentro da minha mala. Meu pai já me expulsava aos berros e dizia "Você não volta para essa casa até se tornar alguém normal."
 Você deve imaginar como eu estou me sentindo agora, sentado no acostamento da estrada, na chuva, com apenas algumas roupas e uma maçã certo? Na verdade, eu me sinto melhor do que me sentia à alguns minutos atrás. A chuva parece que lava minha alma e os carros passando me dão uma idéia de passagem. Só posso dizer uma coisa... Eu sou uma pessoa normal.
 Não posso dizer, exatamente, igual às outras, mas eu não sou louco, e nem tenho nenhum tipo de deficiência. Na verdade, amar, isso sim, realmente é uma deficiência. E eu amo, e sempre amei, afinal, quem nunca amou na vida que minta a sí mesmo dizendo que não.
 Amo a mim mesmo, isso não nego, afinal todos devemos ter amor próprio, que no final, será a unica coisa que nos restará, mas um dos meus maiores pecados era amar aquela anja do mal que se encontrava a quadras de minha casa, linda e maravilhosa, que me olhava todos os dias na escola com seus olhos de apaixonada e superior, Manuella, a menina de olhos verdes e ofuscantes mais linda que eu ja havia visto.
 O único problema disso tudo é que no final Manuella havia de escolher o cavaleiro ao invés do servo, e no caso, eu era o servo.
 Minha família era pobre e eu me passava de rico na escola (para inprecionar Menuella, claro), até meus pais descobrirem a farça e me colocarem para fora de casa, dizendo que "a maior vergonha de um homem é rejeitar a própria origem" e blá, blá, blá,...
 O cavaleiro a quem eu me referi a pouco era eu mesmo, mas agora a farça da riqueza tem que acabar, e Manuella vai descobrir que não sou quem eu criei e não vai mais se interessar por mim, e tudo isso por culpa da hipocrisia do meu pai antiquado e "careta" (me perdoem o vocabulário, geralmente sou mais educado do que hoje, é porque estou nervoso e indignado, a Hipocrisia é muita). A farça ficou perigosa quando consegui iniciar um pequenino sentimento dentro de manuella, que assim como todos os seres humanos nojentos e mesquinhos que somos, adorava a idéia de um namorado rico (irônico?) e logo se empolgou, mas a essa altura meus pais ja devem estar explicando toda a verdade e ela deve estar pensando que terá que mudar de escola no proximo ano se a notícia se expalhar (suponho, lógicamente, já que não estou em condições de exigir os meus direitos de calar meus pais e continuar com a mentira.)
 Eu ja estava cansado daquela casa, daquela gente, daquela vida, e de todo o jeito (mesmo não tendo planejado muito) já previa me mudar, mas na verdade não posso alegar que me via ao lado de Manuella numa casinha de madeira com porcos no quintal e ela vestida de camponesa e com trancinhas fofas enquanto eu estaria na cidade trabalhando muito para que ela pudesse ter uma vida confortavel (o que cá entre nós chega a ser engraçado e ironico, porque em primeiro lugar, Manuella nunca se casaria comigo para viver em tais condições extremas de pobreza, e em segundo lugar, roupinhas de camponesa ja sairam de moda, e mesmo que você não tenha absolutamente nada e seja extremamente pobre, você está em pleno século XXI e nunca usará tais coisas.)
 De todo modo o hoje era sofrido para mim e eu precisava de um lugar para ao menos passar a noite. Andei por mais alguns metros e encontrei um hotel vagabundo de estrada. Como não tinha muitas escolhas, entrei no hotel sem a intenção de olhar o local muitas vezes, para não me arrepender depois. Paguei o atendente do balcão, que me deu a chave do quarto e obviamente, não se ofereceu para levar as malas ja que, não havia nenhuma.
 O quarto era orrendo, com baratas mortas no lustre e um banheiro que pelo visto não era limpo à algum tempo. Me contentei com o que tinha, comi minha maçã e me deitei, inutilmente, pois não consegui pregar os olhos sequer um minuto.

 Manuella me assombrava no escuro dos meus olhos fechados, e quando eu insistentemente tentava dormir ela me aparecia na mente acompanhada com um sentimento intenso e sufocante... A culpa. Na manhã seguinte levantei-me, literalmente, já que não havia conseguido dormir, e após um banho rápido eu saí do hotel apressado e até esqueci-me de agradecer aos serviços do atendente. Tinha algo pendente a fazer e tinha que ser o mais rápido possível. Não ter dormido a noite toda me fez pensar em como Manuella poderia estar se sentindo e em como eu lhe devia um senhor pedido de desculpas, para que ela pudesse então me descartar pela farça (e pela falta de dinheiro, vale lembrar...).
 Sabe, não sei porquê ainda me preocupo com coisas que não precisam de preocupação... Cheguei ao colégio sorrateiro para que a diretora não me visse e ligasse para meus pais, que já deveriam ter ligado para o colégio justificando faltas minhas, e obtive uma surpresa que estava mais para um baque. Manuella desfilava com um garoto magro, porem muito forte e bonito, devo dizer...(não me interprete mal, caro leitor, só quero dizer que ele não era o garoto mais feio do colégio) e trocava beijos e abraços com ele por todos os cantos, para que todos pudessem ver que ela se sobresaiu em mim, e que eu era o traído, e não ela.
 Após essa visão do inferno, caminhei desolado por quilómetros sem rumo, e não queria parar. Parei, mas não por cansaço ou desistência...Parei pois precisava chorar. Afinal, a mulher que eu mais amava no mundo (e que eu havia enganado, confesso, mas por uma boa razão) havia me traído.
 Ora, a que eu estava enganando? Eu havia comprado seu amor, e não a conquistado. Precisei que algum tempo para me recompôr, me levantar e pedir carona para algum lugar que nem ao menos eu sabia onde.
 Parei um caminhão, e o caminhoneiro me perguntou para onde eu ia...Humildemente respondi "Eu? Eu vou para onde você for...".
 Ainda não sei para onde vou, e nem para onde todos nós vamos, só espero não ir para o mesmo lugar que Manuella, porque eu a traí por amor e ela, por vingança.
 Não me arrependo do que fiz, porquê entendi depois de algum tempo que nunca daria certo, mas tenho certeza de que ela vai se arrepender e de que o tempo não vai voltar. Uma coisa é certa... Somos todos, direta ou indiretamente, Hipócritas, por nos negar a acreditar nas intenções uns dos outros e por nunca entender a verdadeira razão de amar.

 

 

 

Conto por Beatriz Branco.

Com muito carinho e dedicação. Como o meu presente de Natal para os meus leitores!


Escrito por Bia Branco às 22h47
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14/12/2008

"Apagado -


Ontem deitei-me sobre a cama descontente
Abri a janela, apaguei a luz e liguei uma música depressiva
Pude ver as nuvens, e uma lua estridente
Só não pude acabar com essa minha noite deprimida

Percebi então que estavamos todos apagados
Ninguém sentia, corria, amava mais que ninguém
Estavamos todos em vão dessamarrados
Pois já não havia para onde ir
E por fim devo dizer que ninguém se importava em viver ou morrer...

No teto eu via as sombras das grades
Via o quanto seria importante sair
Provar para todos qual seria a verdade
Que até então ninguém se importava em ouvir
Voar por toda a cidade
Ser livre pra ir onde eu quisesse ir
Ser eu mesma

Percebi então que estavamos todos apagados
Ninguém sentia, corria, amava mais que ninguém
Estavamos todos em vão dessamarrados
Pois já não havia para onde ir
E por fim devo dizer que ninguém se importava em viver ou morrer...

Se você quiser saber
Acenda a luz
Vou te mostrar o que quiser ver
E o que não quiser, faz parte
Mas garanto que vai abrir os teus olhos
E vai te ligar novamente
Porque estamos todos apagados
Completa e extremamente apagados..."

 

Um beijo a todos que lerem...Com carinho...

Beatriz Branco.


Escrito por Bia Branco às 15h45
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06/12/2008

"Tempo -

Tempo, tempo
Instrumento de constante movimento
E quase sempre eu me contento
De que nem sempre temos tempo de ter tempo

Ora tempo
Seja lento
Quase nunca temos como
Acompanhar-te
Como o vento
Ora tempo
Seja intenso
Mostre-nos nossa verdadeira razão de sermos teu
Corra como nossas mentes sãs por entre os vales da loucura e da razão

Somos prisioneiros teus em vão
E agora sabemos
Que mesmo assim seguimos-vos por opção
Apenas porque queremos
Quem dera ser ligada a ti de novo

Ora tempo
Seja lento
Quase nunca temos como
Acompanhar-te
Como o vento
Ora tempo
Seja intenso
Mostre-nos nossa verdadeira razão de sermos teu
Corra como nossas mentes sãs por entre os vales da loucura e da razão"

 

Obrigado a todos que lerem...Com carinho...

Beatriz Branco.


Escrito por Bia Branco às 22h23
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"Mudança -

Não adianta mudar
Mudança nenhuma vai te fazer esquecer
Quem você é e você sempre será
Maquiagem nenhuma vai esconder
Você estará sempre em sí próprio

Minhas unhas pretas mostram
Exatamente o que eu queria mostrar
Nada dessa vez
Vai me fazer mudar
Por que por mais que eu queira
Enganar a mim mesma
Eu sei que sempre vou me decepcionar
Sem exatamente quem eu sou

Meu cabelo cortado
Colorido
Despenteado
Mostra que não sou quem deveria ser
Sei exatamente quem eu sou
E ja nem devo temer
Porquê mudança nenhuma vai acontecer

Não adianta mudar
Mudança nenhuma vai te fazer esquecer
Quem você é e você sempre será
Maquiagem nenhuma vai esconder
Você estará sempre em sí próprio"

 

 

Obrigado a todos que lerem...Com carinho...

Beatriz Branco.


Escrito por Bia Branco às 21h42
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27/11/2008

"Pedido -

No primeiro minuto da madrugada
Tudo parece mais calmo do que o normal
A lua é clara mas não ovaL
Uma estrela cadente
Me entrega um pedido
Me vejo perdido
Mas será que ele me tornará diferente ou igual?

Me sinto enprestado
Um presente jogado
Um vaso quebrado de cristal
Na vida não se espera
O mar é salgado mas não lhe entrega o sal

A madrugada NÃO se desespera
E com ela esperamos uma nova era
Onde nada será novamente desigual
Como pro mar olho pro céu
Esbarro na aba do meu chepéu
Parado ainda fico?
Ainda espero algo do céu?
Palavras que eu simplifico
Espero ouvir mas ouço gritos
Desejo apenas esperar
Parado ainda fico?
Ainda espero das abelhas esse mel?

Se eu não plantar não vou colher
Se não sobrevivo vou morrer
Tenho que perceber
Ddo céu nada vai descer
Da calada da noite espero o padecer
Ó noite por que não me destes no que crer?
Ó céu porque não me deixastes entender?
Ó esperança
Ó lembrança nossa...

Dos tempos que era bem mais fácil acontecer
Do prato de comida que surgia sem querer
Da água da energia do meu amanhecer
Era tão fácil porque difícil agora tem que ser?
Entendo agora que desse pobre anoitecer
Nada temos de frutos para colher
Vejo que por todas as saídas estamos a correr
Nenhuma delas faz-me entender
Como em vão pudestes ser você

A estrela cadente um pedido me veio a ceder
Se eu pudesse cem vezes o mesmo pedido ia fazer
Voltar no tempo plantar para poder colher."




Um beijo a todos que lerem...Cm carinho e mais uma vez obrigada pela participação especial do Angelo em minhas poesias...

Beatriz.


Escrito por Bia Branco às 00h43
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"Sangue -

Teu sangue manchou o piso do meu quarto
Tua alma ainda vaga por entre a minha casa
A arma do teu crime continua comigo

Você entende o que eu digo
Mas não se importa
Se o vento é quente ou frio
Você nunca fecha a porta
A casa está sempre cheia de você
Seu sangue estará sempre lá pra eu ver
Que sua morte foi em vão
E que não há perdão
Se é isso que você quer saber

Você se importa em me deixar por um segundo?
Não sei você mas eu preciso respirar
A tua morte se estendeu por dez minutos
O incrível é que você sempre morrerá
Em meus braços
Como da ultima vez

Você entende o que eu digo
Mas não se importa
Se o vento é quente ou frio
Você nunca fecha a porta
A casa está sempre cheia de você
Seu sangue estará sempre lá pra eu ver
Que sua morte foi em vão
E que não há perdão
Se é isso que você quer saber

Meu sangue manchou o piso do meu quarto
Nossas almas ainda vagam pela casa
A arma deste crime continua conosco
Nosso sangue se mistura."



Um beijo a todos que lerem...Com carinho

Beatriz.


Escrito por Bia Branco às 23h30
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13/11/2008

"Viagem -

Pela janela vi detalhes que não costumava notar
Do lado de dentro ouvia brigas que preferia ignorar
Cada movimento do carro, tudo parecia não mudar
Do lado de fora tudo estava em seu lugar
E eu sentada no banco e não tinha onde ficar

Pensei muito durante a viagem
Refleti, exagerei
Lágrimas quietas borravam a maquiagem
Mas só assim enxerguei
Que tudo aquilo era uma bobagem
Ser passarinho pra dizer "Voei"
E no deserto via uma miragem
Um lugar para encontrar um rei
Enfrentar com toda a coragem
Não dizer nunca que me magoei
Se espremer sob o vão da passagem
Se enguer e dizer "Conseguirei"
Em toda e qualquer viagem
Se concentrar e dizer "Cheguei"

Diga que a viagem é longa
E que vai demorar
E que por pelos campos e pastos
Nós vamos passar
Diga que ainda há tempo
Que nós vamos demorar
E que os passaros belos e calmos
Vão nos levar
Diga que ainda há tempo
E que o tempo vai parar
Diga...

Terra treme com o som do vento
Ventania cobre céus adentro
Dizer que a vida valeu esse momento
Viver um dia e ser mais do que um ano inteiro
Ser mais do que esperava
Ser tudo e mais do que esperava

Pensei muito durante a viagem
Refleti, exagerei
Lágrimas quietas borravam a maquiagem
Mas só assim enxerguei
Que tudo aquilo era uma bobagem
Ser passarinho pra dizer "Voei"
E no deserto via uma miragem
Um lugar para encontrar um rei
Enfrentar com toda a coragem
Não dizer nunca que me magoei
Se espremer sob o vão da passagem
Se enguer e dizer "Conseguirei"
Em toda e qualquer viagem
Se concentrar e dizer "Cheguei"
Esse é o dom da imagem...
Esse é o dom da imagem...

Esqueça estradas que nunca vão abrir
Caminhos errados
Pessoas a te perseguir
De que vale se nunca vai voltar?
De que vale se o tempo nunca vai parar?
Do lado de fora tudo estava em seu lugar
E eu sentada no banco não tinha onde ficar
Pensei muito durante a viagem..."




Um beijo a todos que lerem...Com carinho

Beatriz.


Escrito por Bia Branco às 00h11
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08/11/2008

"Ajuda -

Convenço pessoas de que é possível acreditar
Você me convenceu
Mas só é possível se você tentar
Você me socorreu
Quando tudo que sentia
Era estar em uma sala vazia
Me sentindo estranha quando tudo dizia
"Acabou"

Se sei hoje é porque me ensinou
A conquistar caminhos
Que a vida bloqueou
Saber que nem com moínhos
Minha vida acabou
Saír de ruínas
Saber que a roupa molhou
Porque fiquei na chuva apenas pra molhar...

Peço-lhe para ficar ao meu lado
Para sempre
Como tem ficado
Diariamente
Filosofando
Sentindo meu sofrimento
Me consolando
Invadindo meu pensamento
E me ajudando a não desistir...

Convenço pessoas de que é possível acreditar
Você me convenceu
Mas só é possível se você tentar
Você me socorreu
Quando tudo que sentia
Era estar em uma sala vazia
Me sentindo estranha quando tudo dizia
"Acabou"

Estando ao meu lado
A vida tem sentido
Mesmo que longe de mim
Entenderei e repito
Estamos juntos nessa
Mesmo estando em uma sala vazia
Nos sentindo estranhos quando tudo dizia
"Acabou""




Rodrigo estará comigo sempre...Estarei com ele sempre...
E também o Eduardo...mesmo que na memória...


Escrito por Bia Branco às 19h26
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13/10/2008

"Perdão -

Não há perdão para o que você fez
Não há desculpa para deixar para trás
Pessoas que você achava que não fariam diferença para você
Você se enganou

E eu nunca fui poeta o suficiente para entender
Quando um poeta diz que não é tão fácil quanto parece
Mas eu sempre tive a capacidade de enxergar que você não era quem parecia ser
Eu sempre fui capaz de ver o que havia além de mim...
Você nunca esteve além de mim...

E agora eu compreendo que não há mais saída para o que fizemos
O que você fez
Espero que agora você enxergue também que eu não fiz isso sozinha
E que o que aconteceu o vento vai levar mais cedo ou mais tarde
Mas que ainda vai permanecer dentro de nós dois...

Sinto muito pelas verdades que eu omiti
E pelas frases que eu nunca tive coragem de terminar
Nunca tive a perspicácia de fazer o que você vivia fazendo
Me dizer o que eu nunca quis ouvir
Mas agora eu digo com todas as letras o que você nunca foi capaz de dizer...
Estou fora

Acabei com isso
Uma ultima vez
E tenho certeza de que você não vai sentir a minima falta de todos nós
E principalmente de mim."




Um beijo a todos que lerem....Com Carinho

Beatriz.


Escrito por Bia Branco às 11h59
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01/10/2008

"Chuva -

Noite de chuva
E uma janela molhada
Eu lembro de todas as palavras que ecoavam em nossas cabeças...
Eu sei que você também se lembra

Você sabe que eu ainda olho para fora esperando você poder chegar
E me pedir um banho quente, um corpo quente
Você sabe que as marcas ainda estão comigo, aqui dentro
Mas eu ainda olho para fora esperando você...

Quem sabe se você se molhasse de novo
Eu te levasse para dentro e te oferecesse tudo
Tudo que você merece, tudo que eu sei que você merece
Quem sabe se a chuva continuasse
Você me esperasse do lado de fora
Quem sabe em meio as gotas de uma chuva abençoada nós não nos amassemos

E você sabe de tudo isso
Você sabe que eu me deitava na cama junto ao meu caderno
E esquecia de todos
Menos de você
Você sabe de tudo isso
Você sempre soube...
Que quando a chuva batia na janela eu deixava de ouvir as conversas, as batidas, as partidas
Eu apenas olhava para fora e esperava ver você chegar, pedindo perdão
Ou não dizendo nada
Apenas chegando e me esperando do lado de fora
Você sempre soube...

Quem sabe se você se molhasse de novo
Eu te levasse para dentro e te oferecesse tudo
Tudo que você merece, tudo que eu sei que você merece
Quem sabe se a chuva continuasse
Você me esperasse do lado de fora
Quem sabe em meio as gotas de uma chuva abençoada nós não nos amassemos

E na ultima chuva você não veio
Me explique porquê você não veio
Me explique porquê eu fui não burra em acreditar
Que seria assim para sempre
Me explique porquê
Me explique...
Me explique porquê você sempre soube...

Quem sabe se você se molhasse de novo
Eu te levasse para dentro e te oferecesse tudo
Tudo que você merece, tudo que eu sei que você merece
Quem sabe se a chuva continuasse
Você me esperasse do lado de fora
Quem sabe em meio as gotas de uma chuva abençoada nós não nos amassemos."


Escrito por Bia Branco às 23h21
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23/09/2008

"Estrela -

Jurei pela estrela de meu nome
Que não diria seu nome novamente
Sua estrela ainda se encontra longe de teus olhos
Agorá vá em frente
Espero que ainda demore a chegar
O dia em que a demora vai fazer-te demorar

Você se lembra quando minhas lágrimas
Marcaram a carta de despedida que eu te fiz?
E quando você alimentou esperanças que nem ao menos puderam surgir?
Quando você disse "Eu te amo" em vão?
Calma, se você não se lembra apenas deixe levar
Seu tempo ainda vai chegar
Você vai se lembrar

E entre núvens eu achava que você me via
E entre anjos eu me iludi, eles sempre me disseram
Eu não quis ouvir, tive que ver
E agora eu vejo o quão difícil foi te perder
Entre estrelas o céu abre para você
Olhe para cima
Deixe que as lágrimas caiam
Deixe que elas manchem as cartas e mais cartas
Que você nunca teve coragem de entregar

Jurei pela estrela de meu nome
Que não diria seu nome novamente
Sua estrela ainda se encontra longe de teus olhos
Agorá vá em frente
Espero que ainda demore a chegar
O dia em que a demora vai fazer-te demorar

Olhe em meus olhos se conseguir
Antes que todas as mentiras voltem para você
Olhe em meus olhos e me diga
Foi isso que você imaginou para nós?

Jurei pela estrela de meu nome
Que não diria seu nome novamente
Sua estrela ainda se encontra longe de teus olhos
Agorá vá em frente
Espero que ainda demore a chegar
O dia em que a demora vai fazer-te demorar

Você é só mais uma estrela
no meio de uma constelação
Não diga besteira
É parte de sua imaginação
Esteja ciente
Que agora tudo é uma lição
E esse bilhete
É apenas mais uma canção
Feita para dar voz
Ao meu coração.

Jurei pela estrela de meu nome
Que não diria seu nome novamente
Sua estrela ainda se encontra longe de teus olhos
Agorá vá em frente
Espero que ainda demore a chegar
O dia em que a demora vai fazer-te demorar"



Um beijo a todos que lerem...Com carinho

Beatriz Branco.


Escrito por Bia Branco às 19h20
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